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O mercado de carbono não vai alcançar US$ 1.2 trilhão/ ano até 2020 sem os Estados Unidos PDF Imprimir E-mail

Diversos participantes advertiram, durante uma conferência de carbono realizada ontem em Londres,  que, sem a participação do maior emissor do mundo, o crescimento esperado do mercado ao longo da década não será alcançado, a ponto de alcançar valores negociados na faixa de US$ 1,2 trilhão.  

 "Não ocorrerá uma verdadeira expansão dos mercados de carbono para o seu potencial global sem uma efetiva participação dos Estados Unidos", disse Henry Derwent, executivo-chefe e presidente da International Emissions Trading Association.

Alguns esperam que o valor atual (US$ 144 bilhões/ anuais) do mercado global de carbono para crescer para US $ 1.2 trilhão por ano até 2020, veja gerar uma demanda por aumentos de créditos de carbono após 2012, quando o protocolo de Kyoto expira.

No entanto, os investidores tornaram-se menos convencidos de que vai acontecer nesta década por causa da incerteza sobre uma política climática global e a ausência de um regime federal de comércio de emissões nos Estados Unidos.

"Precisamos de mais participação, sobretudo a participação dos EUA nos mercados de carbono", disse Alex Bowen, principal pesquisador da London School of Economics e Ciências Políticas.

Um esquema federal dos Estados Unidos foi  estreitamente aprovado na Câmara dos Deputados no ano passado, mas não obteve apoio suficiente para passar pelo Senado em 2010.

As empresas de combustíveis fósseis e as associações industriais aportaram mais de  532 milhões dólares em lobby durante 18 meses para segurar a lei de mudança climática no Senado, disse Derwent.

Mais "eleitores irritados" também são necessários para exercer pressão sobre o governo dos Estados Unidos, disse Derwent, principalmente depois do evento ocorrido no Golfo do México e o que se vê, atualmente, é uma baixa pressão popular nos Estados Unidos face aos políticos.

Tal situação poderá ser verificada com mais clareza (sobre a postura do eleitorado) nas eleições que ocorrem em Novembro para a composição do congresso norte-americano. É esperar e ver o que há de acontecer.

 

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