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Projeto na Tanzânia é primeiro a receber créditos VCS por reflorestamento PDF Imprimir E-mail

Um projeto de reflorestamento na Tanzânia se tornou o primeiro a receber créditos certificados pelo Voluntary Carbon Standard (VCS) para serem negociados no mercado voluntário de carbono.

A metodologia envolve a conversão de campos degradados em plantações de eucalypto e pinus (Eucalyptus saligna, Eucalyptus grandis, Eucalyptus camadulensis and Pinus patula).

Muitos estudos criticam este tipo de créditos de carbono por ter impactos ambientais sobre a biodiversidade e recursos naturais, como a água. Neste sentido os proponentes do projeto se comprometem com uma série de medidas de monitoramento.

Cerca de 10 mil hectares receberão o plantio, sendo que 40% dos 232.264 créditos garantidos inicialmente pelo VCS serão utilizados como "buffer", uma garantia para cobrir os riscos inerentes a este tipo de projeto, como incêndios florestais.

Este projeto, abrangendo também uma área de cerca de oito mil hectares de matas nativas, já obteve a certificação do padrão Climate Community and Biodiversity (CCB).

O projeto deve absorver 3,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao longo de 99 anos, porém pouco mais de 2 milhões de créditos serão gerados devido ao buffer.

O impacto sobre a comunidade foi avaliado como positivo devido à geração de empregos e apoio de instituições locais.

A londrina CarbonNeutral está negociando os créditos para empresas que desejam "compensar" suas emissões de gases do efeito estufa.

 

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